terça-feira, 20 de novembro de 2012

EM DEFESA DO ARTESANATO BRASILEIRO



Uma onda de produtos chineses tem tomado conta do mundo em geral e do Brasil em particular.

Nunca foram tão comprados os produtos importados, e não pela qualidade, senão principalmente pela comodidade de encontrá-los em qualquer parte, e pelo preço mais baixo mesmo sendo acompanhado de uma qualidade também MAIS BAIXA.

E, enquanto fazemos prosperar a sociedade estrangeira, nossos conterrâneos ficam perdendo paulatinamente a fonte de renda necessária ao seu sustento ou sem uma renda extra que poderia amenizar a falta de recursos causada pela seca que vai completar dois anos no nordeste.



Nosso país, principalmente o sertão, é rico em artesanato. Só de produtos em palha existe uma variedade imensa de fibras utilizadas para confecção de produtos que vão desde a cesta tradicional até utensílios para servir a mesa, sem esquecer a infinidade de bolsas dos mais variados tamanhos, formatos e cores. Mas, em lugar de comprar uma legítima cesta de palha, natural e ecológica, preferimos comprar uma cesta falsificada de IMITAÇÃO de palha fabricada na China.




Em todo o Brasil se produz artesanato, em todas as cidades existem feiras, feirinhas e barraquinhas com produtos artesanais. Se estão minguando, é por falta de freguês enfeitiçado pelo colorido de bugigangas descartáveis que às vezes mal chegam ao destino antes de quebrar.


Chegou-se ao absurdo de comerciantes inescrupulosos encomendarem na China produtos típicos de alguma região para vendê-los nas férias artesanais como sendo produtos regionais. É o que infelizmente está acontecendo no Mercado São José no Recife: as tradicionais sombrinhas, marca registrada do frevo pernambucano, não são mais brasileiras. Conversando com um artesão da região ele me falou que teve que deixar de produzir as sombrinhas pois os lojistas não compravam mais deles, senão de uma importadora.

Precisamos conscientizar-nos que comprando produtos do país, estamos fazendo crescer nossa economia, o que vai repercutir em uma elevação do padrão de vida do pais todo. Nossos comerciantes tem que começar a dar prioridade à compra de produtos nacionais em lugar de encher as prateleiras de produtos importados.

Mas quem faz o mercado é o consumidor. Se uma grande maioria de pessoas ao entrar numa loja e procurar por um determinado produto pergunta-se ao vendedor se é nacional, e a uma resposta negativa disse-se: “importado não quero” e saísse sem comprar, o comerciante iria pensar duas vezes antes de voltar a colocar importados nas prateleiras.



Estão chegando as festas, e com elas a corrida às compras dos presentes para a família, amigos, colegas de trabalho, etc. Vamos começar a frequentar as feiras de artesanato, mas de olho aberto para não levar “artesanato made in china”

TIPO DE ARTESANATO POR ESTADO

ACRE – AC


 O artesanato do Acre abrange produtos em variados materiais, destacando-se a borracha, a marchetaria e a cerâmica.





          Estatuetas em borracha







Na capital Rio Branco tem venda de artesanato na Casa do Artesão e no Mercado Velho.
















Fontes de informação:






ALAGOAS – AL - Capital: Maceió

 



O artesanato em Alagoas abrange produtos em variados materiais, destacando-se as fibras naturais.



  
 
 



A incorporação do artesanato à moda é algo que deu certo em Alagoas.











Fontes de informação:





AMAPÁ – AP – capital Macapá


 


O SEBRAE/AP conduz vários projetos com comunidades indígenas e quilombolas, onde moram pequenos artesãos do interior do estado.






Peças de artesanato amapaense foram expostas na Exposição de Turismo da Feira das Américas.















Fontes de informação: www.portalamazonia.com.br



AMAZONAS – AM  - capital Manaus


O artesanato do estado de Amazonas é muito rico. Utiliza matérias primas obtidas na flora e fauna local, e seus temas remetem ao patrimônio natural da região.

Fontes de informação:

http://www.portalamazonia.com.br/editoria/meio-ambiente/fibras-e-sementes-da-floresta-dao-origem-a-artesanato-na-amazonia/