terça-feira, 20 de novembro de 2012

EM DEFESA DO ARTESANATO BRASILEIRO



Uma onda de produtos chineses tem tomado conta do mundo em geral e do Brasil em particular.

Nunca foram tão comprados os produtos importados, e não pela qualidade, senão principalmente pela comodidade de encontrá-los em qualquer parte, e pelo preço mais baixo mesmo sendo acompanhado de uma qualidade também MAIS BAIXA.

E, enquanto fazemos prosperar a sociedade estrangeira, nossos conterrâneos ficam perdendo paulatinamente a fonte de renda necessária ao seu sustento ou sem uma renda extra que poderia amenizar a falta de recursos causada pela seca que vai completar dois anos no nordeste.



Nosso país, principalmente o sertão, é rico em artesanato. Só de produtos em palha existe uma variedade imensa de fibras utilizadas para confecção de produtos que vão desde a cesta tradicional até utensílios para servir a mesa, sem esquecer a infinidade de bolsas dos mais variados tamanhos, formatos e cores. Mas, em lugar de comprar uma legítima cesta de palha, natural e ecológica, preferimos comprar uma cesta falsificada de IMITAÇÃO de palha fabricada na China.




Em todo o Brasil se produz artesanato, em todas as cidades existem feiras, feirinhas e barraquinhas com produtos artesanais. Se estão minguando, é por falta de freguês enfeitiçado pelo colorido de bugigangas descartáveis que às vezes mal chegam ao destino antes de quebrar.


Chegou-se ao absurdo de comerciantes inescrupulosos encomendarem na China produtos típicos de alguma região para vendê-los nas férias artesanais como sendo produtos regionais. É o que infelizmente está acontecendo no Mercado São José no Recife: as tradicionais sombrinhas, marca registrada do frevo pernambucano, não são mais brasileiras. Conversando com um artesão da região ele me falou que teve que deixar de produzir as sombrinhas pois os lojistas não compravam mais deles, senão de uma importadora.

Precisamos conscientizar-nos que comprando produtos do país, estamos fazendo crescer nossa economia, o que vai repercutir em uma elevação do padrão de vida do pais todo. Nossos comerciantes tem que começar a dar prioridade à compra de produtos nacionais em lugar de encher as prateleiras de produtos importados.

Mas quem faz o mercado é o consumidor. Se uma grande maioria de pessoas ao entrar numa loja e procurar por um determinado produto pergunta-se ao vendedor se é nacional, e a uma resposta negativa disse-se: “importado não quero” e saísse sem comprar, o comerciante iria pensar duas vezes antes de voltar a colocar importados nas prateleiras.



Estão chegando as festas, e com elas a corrida às compras dos presentes para a família, amigos, colegas de trabalho, etc. Vamos começar a frequentar as feiras de artesanato, mas de olho aberto para não levar “artesanato made in china”

TIPO DE ARTESANATO POR ESTADO

ACRE – AC


 O artesanato do Acre abrange produtos em variados materiais, destacando-se a borracha, a marchetaria e a cerâmica.





          Estatuetas em borracha







Na capital Rio Branco tem venda de artesanato na Casa do Artesão e no Mercado Velho.
















Fontes de informação:






ALAGOAS – AL - Capital: Maceió

 



O artesanato em Alagoas abrange produtos em variados materiais, destacando-se as fibras naturais.



  
 
 



A incorporação do artesanato à moda é algo que deu certo em Alagoas.











Fontes de informação:





AMAPÁ – AP – capital Macapá


 


O SEBRAE/AP conduz vários projetos com comunidades indígenas e quilombolas, onde moram pequenos artesãos do interior do estado.






Peças de artesanato amapaense foram expostas na Exposição de Turismo da Feira das Américas.















Fontes de informação: www.portalamazonia.com.br



AMAZONAS – AM  - capital Manaus


O artesanato do estado de Amazonas é muito rico. Utiliza matérias primas obtidas na flora e fauna local, e seus temas remetem ao patrimônio natural da região.

Fontes de informação:

http://www.portalamazonia.com.br/editoria/meio-ambiente/fibras-e-sementes-da-floresta-dao-origem-a-artesanato-na-amazonia/


terça-feira, 22 de maio de 2012

CAMPO FORMOSO - FEIRA DE PEDRAS PRECIOSAS E DE ARTESANATO


2a FEIRA DE PEDRAS PRECIOSAS E DE ARTESANATO – FEPPA -2012

A segunda feira de pedras preciosas e de artesanato FEPPA de Campo Formoso – Bahia, será realizada entre os dias 9 e 13 de junho de 2012.


A FEPPA, na sua segunda edição, está sendo promovida pela ADECAMPO – Associação Instituto para o Desenvolvimento Econômico e Social e para o Fomento do Artesanato de Campo Formoso.


O local será novamente o Clube Social, cedido pelo Lion's Clube de Campo Formoso.
Praça Dr. José Gonçalves, s/nº - Centro – Campo Formoso - Bahia.


A FEPPA 2012 vai contar com a prescença de 2 gemólogos do Centro Gemológico da Bahia durante os 5 dias do evento.

Entrada franca – Entrada gratis - free admission



HORÁRIOS:

09 de junho:         17h às 22h
                            17h abertura oficial com a presença das autoridades
10 a 13 de junho: 14h às 22h

COMO CHEGAR À CAMPO FORMOSO COMO LLEGAR HOW TO ARRIVE
 

AEROPORTOS – AEROPUERTOS - AIRPORTS


Aeroporto de Petrolina:






Do aeroporto de Petrolina para Campo Formoso pode se tomar um taxi até a rodoviária de Juazeiro, onde se embarca na Viação São Luiz até Campo Formoso ou Senhor do Bonfim onde se faz conexão à Campo Formoso.

Uma opção melhor é entrar em contato antecipadamente, com a RAFATUR Viagens e Turismo que providencia o transporte desde o aeroporto até o hotel em Campo Formoso.

Desde el aeropuerto de Petrolina para Campo Formoso se puede tomar un taxi hasta la terminal de ómnibus de la ciudad vecina Juazeiro, donde se embarca en la Viação São Luiz para Campo Formoso o Senhor do Bonfin de donde se puede hacer conexión para Campo Formoso.

Una opción mejor es contactar con anticipación la agencia de viajes RAFATUR Viagens e Turismo, que se encarga del transporte desde el aeropuerto hasta el hotel en Campo Formoso.

From Petrolina airport to Campo Formoso can take a taxi to the bus station in Juazeiro citi, where he embarks on the Viação São Luiz to Campo Formoso or Senhor do Bonfim where it connects to the Campo Formoso.

A better option is to contact in advance with the RAFATUR Travel and Tourism which provides transportation from the airport to the hotel in Campo Formoso.


(traduções automáticas)

Rafatur Viagens e Turismo – telefax: 55–74–3645-1108
Telefones: 55–64–9198–4188 / 55-74-9967-5872


Aeroporto Internacional de Salvador:


Do aeroporto de Salvador para Campo Formoso pode se tomar um taxi até a rodoviária, onde se embarca na Viação São Luiz até Campo Formoso ou Senhor do Bonfim onde se faz conexão à Campo Formoso. Duração da viagem de ônibus: aproximadamente 5 horas.

Desde el aeropuerto de Salvador para Campo Formoso se puede tomar un taxi hasta la terminal de ómnibus, donde se embarca en la Viação São Luiz para Campo Formoso o Senhor do Bonfin de donde se puede hacer conexión para Campo Formoso. Duración del viaje de ómnibus: alrededor de 5 horas.

From Salvador airport to Campo Formoso can take a taxi to the bus station, where he embarks on the Viação São Luiz to Campo Formoso or Senhor do Bonfim where it connects to the Campo Formoso. Duration of the bus trip: approximately 5 hours.

(traduções automáticas)


LINHAS DE ÔNIBUS PARA QUEM VEM DO INTERIOR DA BAHIA OU OUTROS ESTADOS:

Até a cidade de Campo Formoso só chega a Viação Falcão Real:


Até Senhor do Bonfim:





Expresso Santo Antônio


ONDE SE HOSPEDAR – DONDE SE HOSPEDAR - WHERE TO STAY

HOTEL RIO DAS PEDRAS
Praça Frei Lino, s/n – Centro
Campo Formoso - Bahia
Telefone: 55-74-3645-1307

JBS PALACE HOTEL
Rua Demerval G. Oliveira nº 158 (perto da Rodoviária)
Campo Formoso - Bahia
Telefone: 55-74-3645-2867

HOTEL CAMPO FORMOSO
Praça Luis Viana nº 198 – Centro
Campo Formoso – Bahia
Telefone: 55-74-3645-1882 / 3645-1098

POUSADA CENTRAL
Rua Dalva Miranda, s/n – Centro
Campo Formoso – Bahia
Telefone: 55-74-3645-1843

POUSADA PEDRA VERDE
Praça Luiz Viana, s/n – Centro
Campo Formoso – Bahia





LAYOUT DA EXPO
 

Este ano a feira conta com mais stands que o ano anterior, e a novidade fica por conta da participação de expositores de outros municípios e estados.

O ano passado a feira foi um sucesso, veja as fotos da FEPPA 2011 em: http://picasaweb.google.com/arquitetura.lilia

Todas as referências contidas no blog a empresas e serviços têm caráter meramente informativo. Nem o blog deixando-rastros nem a Adecampo se reponsabilizam pela qualidade dos serviços prestados pelas ditas empresas.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

FEIRA DE PEDRAS PRECIOSAS E ARTESANATO - FEPPA - 2012

Já está sendo preparada a SEGUNDA FEIRA DE PEDRAS PRECIOSAS E DE ARTESANATO DE CAMPO FORMOSO - FEPPA 2012, promovida e realizada pela Associação Instituto para o Desenvolvimento Econômico e Social e para o Fomento do Artesanato de Campo Formoso - ADECAMPO

 Período de realização: 
De 09 a 13 de junho de 2012


Local de Realização: Clube Social, sede do Lion´s Clube de Campo Formoso


Entrada franca.





Este ano a feira estará maior, serão 26 stands de expositores.

Contará também com um setor de exposição dos grupos de Geração de Renda, Economia Solidária e Escola de Lapidação.

Mais uma novidade para este ano é que artesãos de outros municípios e/ou estados poderão também participar do evento.



Está sendo organizado também um pacote turístico de forma que os visitantes da Segunda FEPPA possam conhecer as principais atrações do Município de Campo Formoso, particularmente as tocas, entre elas a Toca da Boa Vista (a segunda maior caverna do Hemisfério Sul), Toca do Morrinho, Toca da Barriguda, Toca do Sumidouro e Toca do Calor de Cima.

O ano passado a feira foi um sucesso, veja as fotos da FEPPA 2011 em: http://picasaweb.google.com/arquitetura.lilia

2º FEPPA - 2012 na postagem de maio de 2012 neste mesmo blog
datas - horários - informações - como chegar

2º FEPPA - 2012 na publicación de mayo de 2012 en este mismo blog
fechas - horarios - informaciones - como llegar

 2º FEPPA - 2012 in May 2012 posting on this same blog
dates - times - information - how to get

domingo, 12 de fevereiro de 2012

ALUNA DE CANTO

Obra de teatro em 3 atos
Autora: Lilia Diana


PERSONAGENS:

Professora: dona Cecília
Aluna: Silvia Carolina
Mãe da aluna: Maria Teresa
Empregada: Maria
Outra aluna: Ana


CENÁRIO:

Sala com uma porta na lateral direita e outra no fundo. Em primeiro plano tem um piano ou órgão, no fundo à esquerda uma mesa com alguns livros em cima, e na parede lateral direita uma escrivaninha com duas cadeiras e um armário por trás. Tem um telefone sobre a escrivaninha.

Ato 1

CENA 1 (Dona Cecília e Ana)

Dona Cecília está ao piano tocando enquanto Ana canta o final de uma canção.

D. Cecília: Muito bem, por hoje é só. A partir da semana que vem vamos começar os ensaios para sua tournée pela Europa. Está entusiasmada?
Ana: Imagine dona Cecília, claro que estou! É a minha primeira tournée profissional e logo pela Europa! Vai ser fabuloso!
D. Cecília: Sim, fabuloso, mas se te apresentares bem, e para isso sabes que deves ensaiar muito.
Ana: Pode deixar, vou me esforçar ao máximo e um pouco mais! (Pegando uns livros que estão na mesa do fundo) até terça! (sai). 
D. Cecília: Até terça e bom final de semana!

CENA 2 (Dona Cecília, a mãe da aluna, Maria)

Dona Cecília está executando uma música no piano, toca a campainha, Maria entra pela porta lateral e sai pela do fundo, logo em seguida volta e se dirige à professora.

Maria: Dona Cecília, tem uma senhora de nome comprido, Maria Teresa de não sei o que, querendo falar com a senhora.
D. Cecília: É sobre o que?
Maria: Não sei, vou perguntar. (Dá meia volta para sair).
D. Cecília: Espera Maria, (Maria se volta), pode deixar, a faça entrar.
Maria: Sim senhora. (Maria sai pela porta dos fundos. Dona Cecília se levanta do piano e se senta à escrivaninha. Maria retorna precedida da mãe da aluna, indica Dona Cecília e sai pela porta lateral).

CENA 3 (Dona Cecília, a mãe da aluna)


Mãe: Boa tarde dona Cecília!
D. Cecília: Boa tarde! (indicando a cadeira frente a ela) Em que posso servi-la?

A mãe senta e entrega um envelope à professora que o abre, tira um papel e fica lendo-o enquanto a mãe fala.

Mãe: Meu nome é Maria Teresa Cristina Castro Melo de Guimarães Neto. O professor Notalta, diretor do Teatro Municipal desta cidade, me indicou à senhora como uma boa professora de canto. Eu estou querendo que minha filha Silvia Carolina tome algumas aulas para educar a voz. Na nossa família, todas as mulheres somos brilhantes em canto, dança e piano. Minha filha está começando até um pouco tarde, pois esteve alguns anos interna estudando num conhecido colégio da Suíça, e agora tem que recuperar o tempo perdido.
D. Cecília: Bem, eu não costumo lecionar a alunos que não tenham já uma base, pois daqui saem para os palcos, para a fama..., mas não posso me negar a um pedido do professor Notalta, assim, farei uma exceção para lecionar a sua filha. Agora, em quanto aos honorários...
Mãe: (interrompendo) Não vou discutir preço, é só mandar a conta a este endereço (entrega um cartão) eu quero o melhor para minha filha e não meço despensas.
D. Cecília: Está bem, (olha a agenda) vejamos... o único horário que eu tenho vago é às quartas-feiras das 4 às 5 horas da tarde, está bom para a senhora?
Mãe: Está sim, Silvia Carolina poderá começar já na próxima quarta-feira?
D. Cecília: Perfeitamente, (se levanta) ficarei esperando por ela.
Mãe: (também se levanta) Então, boa tarde! (sai pela porta dos fundos).
D. Cecília: Boa tarde! (acompanha a mãe saindo pela porta dos fundos).

ATO 2

CENA 1 (Dona Cecília, Silvia Carolina)

Dona Cecília está ao piano e a aluna ao lado em pé.

D. Cecília: (entoando) dó, ré, mi, fa, sol, lá, si, dó.
Silvia: (desafinando terrivelmente) dó, ré, mi, fa, sol, lá, si, dó.
D. Cecília: (entoando) dó, ré, mi, fa, sol, lá, si, dó.
Silvia: (desafinando terrivelmente) dó, ré, mi, fa, sol, lá, si, dó.
D. Cecília: (entoando) dó, ré, mi, fa, sol, lá, si, dó.
Silvia: (desafinando terrivelmente) dó, ré, mi, fa, sol, lá, si, dó.
D. Cecília: vamos tentar uma oitava menos, (entoando) dó, ré, mi, fa, sol, lá, si, dó.
Silvia: (desafinando terrivelmente) dó, ré, mi, fa, sol, lá, si, dó.
D. Cecília: Não, Silvia, tenta...
Silvia: (interrompendo) Silvia Carolina!
D. Cecília: Está bem, Silvia Carolina, mas tenta fazer um esforço e repete comigo, vamos de novo, (entoando) dó, ré, mi, fa, sol, lá, si, dó.
Silvia: (desafinando terrivelmente) dó, ré, mi, fa, sol, lá, si, dó.
D. Cecília: Não, não, não é assim não, tem que sair de dentro com força, (entoando) dó, ré, mi, fa, sol, lá, si, dó.
Silvia: Ah, tivesse dito antes! (gritando e desafinando mais ainda) dó, ré, mi, fa, sol, lá, si, dó.

CENA 2 (Dona Cecília, Silvia Carolina, Maria)

Toca a campainha e Maria entra pela porta lateral e sai pela porta do fundo.

D. Cecília: Não, Silvia, não é...
Silvia: (interrompendo) Silvia Carolina!
D. Cecília: (esforçando-se por ser paciente) Está bem, Silvia Carolina, não é para gritar, a voz tem que sair de dentro naturalmente.
Silvia: A senhora falou “com força” e eu fiz força. Acontece que a senhora não gosta de mim, não; eu faço tudo o que a senhora manda, mas não há nada que a senhora ache bom. Vou pedir para minha mãe para não voltar mais.
D. Cecília: (esforçando-se por ser paciente) Mas Silvia...
Silvia: (interrompendo) Silvia Carolina!
D. Cecília: Está bem, Silvia Carolina, não fica assim não, você está aprendendo, e está melhorando, só faz um mês que frequenta as aulas, com mais tempo você vai cantar tão bem quanto tua mãe e tuas tias.

Maria entra pela porta dos fundos

Maria: O motorista da senhorita Silvia Carolina está esperando.
D. Cecília: Bom, já acabou tua hora. Até a próxima quarta-feira.
Silvia: Até quarta dona Cecília.

Sai pela porta do fundo seguida de Maria. Dona Cecília se levanta do piano e senta a escrivaninha segurando a cabeça com as mãos e os cotovelos apoiados na mesa. Maria volta.

CENA 3 (Dona Cecília e Maria)

Maria: Dona Cecília, seu chá está pronto, posso trazê-lo?
D. Cecília: Por favor, e mais 2 aspirinas, minha cabeça está estourando.

Maria sai pela porta lateral e logo retorna com uma bandeja com uma xícara e um bule de chá que coloca sobre a escrivaninha.

Maria: (enquanto serve o chá) Silvia Carolina é diferente a todas as outras alunas, a voz dela..., não sei...
D. Cecília: (enquanto pega a xícara do chá) Aquela menina não tem voz, e nem ouvido; é um verdadeiro desastre musical, nunca vai aprender a cantar, e ainda por cima é uma criança mimada cheia de vontades.
Maria: (enquanto Dona Cecília toma o chá) Então por que a senhora continua lecionando para ela?
D. Cecília: Porque eu não posso me negar a um pedido do professor Notalta! Caso contrário não teria passado da primeira aula.

ATO 3

CENA 1 (Dona Cecília, Maria e Silvia Carolina)

Dona Cecília está executando uma música no piano, toca a campainha, Maria entra pela porta lateral e sai pela do fundo, logo em seguida volta precedida de Silvia Carolina.

D. Cecília: Boa tarde, Silvia.
Silvia: (corrigindo) Silvia Carolina! A senhora não sabe a boa notícia que eu trago!
D. Cecília: (esperançosa) Você volta para o colégio na Suíça?
Silvia: Não, não! Hoje à noite minha mãe vai oferecer uma recepção para me apresentar às amigas. Minhas tias e primas também irão me ver cantar, até o professor Notalta vai estar presente para me aplaudir!
D. Cecília: Não!
Silvia: Sim! E minha mãe pediu para ensaiar esta música (estendendo uma folha de papel para Dona Cecília) para eu cantar esta noite.
D. Cecília: (espantada) Fígaro!!!!
Silvia: O que foi? Eu não sei cantar?
D. Cecília: (disfarçando) Não é isso, é que normalmente essa música é cantada a partir do terceiro mês de aula e você só tem um mês que está vindo; mas eu tenho uma canção muito bonita que você pode cantar e todos vão adorar. (Vai até a estante e começa a procurar entre vários papéis enquanto Silvia olha atenta). Deixa ver... está por aqui... já achei! (dá uma folha para Silvia e coloca outra no piano). Primeiro eu canto e você ouve, depois você canta, certo?
Silvia: Certo.
D. Cecília: (tocando e cantando) Cidade maravilhosa, cheia de encantos mil, cidade maravilhosa, coração do meu Brasil.
Silvia: (destoando tremendamente) Cidade maravilhosa, cheia de encantos mil, cidade maravilhosa, coração do meu Brasil.
D. Cecília: Eu vou cantar de novo e você só ouve prestando muita atenção no ritmo. (tocando e cantando) Cidade maravilhosa, cheia de encantos mil, cidade maravilhosa, coração do meu Brasil.
Silvia: (destoando tremendamente) Cidade maravilhosa, cheia de encantos mil, cidade maravilhosa, coração do meu Brasil.
D. Cecília: Eu vou cantar de novo e você presta muita atenção.
Silvia: (reclamando) Quer dizer que eu não canto bem?
D. Cecília: (tentando ser paciente) Não é isso, Silvia é que...
Silvia: (corrigindo) Silvia Carolina!
D. Cecília: Está bem, Silvia Carolina, é apenas que o teu tom está um pouquinho alto. Vamos então? (tocando e cantando) Cidade maravilhosa, cheia de encantos mil, cidade maravilhosa, coração do meu Brasil. Agora você.
Silvia: (destoando tremendamente) Cidade maravilhosa, cheia de encantos mil, cidade maravilhosa, coração do meu Brasil.
D. Cecília: Ai, ai, ai...
Silvia: Não vai dizer que não cantei perfeito!!

Toca a campainha e Maria entra pela porta lateral e sai pela do fundo.

D. Cecília: Não, não! Silvia, é que...
Silvia: (interrompendo) Silvia Carolina!
D. Cecília: Está bem, Silvia Carolina, é que minha cabeça está doendo, estou com enxaqueca.
Maria: (entrando pela porta do fundo) Silvia Carolina, teu motorista chegou.
Silvia: Já estou indo, até quarta, dona Cecília!
D. Cecília: (sem ânimo) Até quarta.
Silvia: Não vai me desejar uma boa apresentação?
D. Cecília: Mas é claro! Boa sorte e bons cantos!

Silvia sai pela porta do fundo seguida de Maria. Dona Cecília se levanta do piano, vai até a escrivaninha e de deixa cair na cadeira. Maria volta.

Cena 2 (Dona Cecília e Maria)

Maria: Cecília, seu chá está pronto, posso trazê-lo junto com as aspirinas?
D. Cecília: Por favor.

Maria sai pela porta lateral.

D. Cecília: Ai, ai, ai... estou arruinada, ai, ai, ai...
Maria: (retornando com a bandeja do chá) O que está acontecendo dona Cecília?
D. Cecília: (enquanto Maria serve o chá) É o fim do mundo, hoje à noite minha vida vai por água abaixo!
Maria: (enquanto dona Cecília toma o chá) Por quê?
D. Cecília: Você não ouviu Silvia falar que hoje a noite a mãe dela vai dar um recital, e que até o professor Notalta estará presente?
Maria: Sim, mas não se resolve colocando algodão nos ouvidos?
D. Cecília: E você acha que eles vão culpar à menina pelo som destoado? (começa a caminhar inquieta pela sala). É a mim que vão culpar, vão dizer que eu não soube ensinar direito e toda minha reputação irá por água abaixo. Quando o professor Notalta ouvir aqueles alaridos vai ligar para mim imediatamente me dizendo as piores coisas que eu possa imaginar. (pausa mas continua caminhando inquieta) O que vou fazer? (pausa enquanto continua caminhando) tenho vontade de sumir (pausa e para de caminhar) e vou sumir mesmo, vou viajar para bem longe e vai ser agora mesmo, antes de acontecer esse recital. Maria, liga para a agência de viagens e reserva uma passagem para Nova York enquanto eu preparo as malas. (sai pela porta lateral)
Maria: (pega o fone, disca um número e fala dando as pausas para ouvir o outro lado da linha) Alô, da agência de viagens? (pausa) queria reservar uma passagem para Nova York para hoje (pausa) um momento (separa o fone do ouvido) dona Cecília, a moça diz que só amanhã ao meio dia.
D. Cecília: (só se ouve a voz) Vê qualquer lugar dos Estados Unidos, qualquer cidade serve.
Maria: (recolocando o fone no ouvido) Pode ser qualquer cidade dos Estados Unidos (pausa) ah! um momento (separa o fone do ouvido) dona Cecília, a moça diz que o primeiro vôo para lá é mesmo aquele de amanhã ao meio dia.
D. Cecília: (só se ouve a voz) Maria, eu tenho que viajar antes desta noite, veja Europa, Austrália, sei lá, o primeiro vôo que sair.
Maria: (recolocando o fone no ouvido) Quais os vôos que a senhora tem para hoje? (pausa) não, para fora do Brasil (pausa) só? (pausa) tem certeza? (pausa) está bem, é mesmo uma emergência, deixa anotar, (pega um papel e um lápis) pode falar, (pausa enquanto escreve) sim, (pausa e escreve) sim, (pausa) paga na hora do embarque, (pausa) muito bem, obrigada. (desliga o telefone enquanto dona Cecília entra com uma mala)
D. Cecília: conseguiu?
Maria: Consegui, mas é longe...(sai pela porta lateral)
D. Cecília: Quanto mais longe melhor! Aqui está meu passaporte (colocando-o dentro da bolsa) já estou pronta! (pega a bolsa e a mala como pronta para sair) Maria, chama o táxi.
Maria: (entrando pela porta lateral com uma montanha imensa de cobertores) É melhor levar isto também, vai precisar.
D. Cecília: O que? Para onde estou indo?
Maria: Para a GROENLÂNDIA!!!!